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A Síndrome do túnel do Carpo ou Túnel do Carpo, é uma doença ocasionada pela compressão do nervo mediano situado no canal do carpo, Estas estruturas localizam-se na região palmar do punho. É geralmente mais comum entre as mulheres após a quarta década de vida. Algumas doenças como diabetes, tireoide e reumatismo também aumentam o risco de desenvolver o problema.

O que é a Síndrome do Túnel do Carpo?

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma doença de origem neurológica que afeta os nervos e atinge mãos e punhos. É caracterizada pela compressão e/ou tração do nervo mediano quando este passa pelo Túnel do Carpo, que se localiza na região do punho.

O nervo mediano é responsável pela inervação da palma da mão e dos dedos polegar, indicador, dedo médio e parte do anular, e sua compressão pode levar à sensação de dormência nas mãos, formigamento nas mãos e dor nas mãos, e consequente diminuição da força muscular. Por isso, é considerada uma das doenças incapacitantes de mãos e punhos.

Quais são as causas da doença?

Na maioria dos casos a Síndrome do Túnel do Carpo não tem uma causa definida, pois vários fatores podem levar ao seu surgimento. Dentre as causas mais importantes temos a lesão do esforço repetitivo (L.E.R.), que tem sua origem na movimentação repetitiva, como ocorre por exemplo em indivíduos que trabalham com digitação.

Processos inflamatórios, como a artrite reumatoide e tendinites na mão e no punho também podem levar ao seu desenvolvimento. Outro fator que pode predispor o indívíduo ao desenvolvimento da doença é o tamanho do Túnel do Carpo.

A Síndrome do túnel do carpo também pode ter outras causas como a obesidade, queimaduras, traumatismos por fratura ou luxação de punho, tumores e alterações hormonais.

Quais indivíduos fazem parte do grupo de risco?

Fazem parte do grupo de risco mulheres grávidas e em período de menopausa, onde a frequência é maior (65% a 80%). Também fazem parte desse grupo indivíduos que exercem atividades por meio de esforço repetitivo - como músicos e profissionais que trabalham com digitação – e pacientes com outras doenças que podem estar relacionadas à síndrome, como diabetes mellitus, hipotireoidismo e lúpus. Essas doenças podem levar a alterações como neuropatias (doenças que atingem o sistema nervoso) e edema (inchaço), o que pode acarretar na compressão ou alteração do nervo mediano.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais frequentes são a sensação de formigamento na mão, mão dormente, atingindo a palma da mão e dedos polegar, indicador, dedo médio e parte do anular. Também há dor na mão, além da perda de destreza, como o movimento de pinça entre os dedos polegar e indicador, o que pode gerar dificuldade para a realização de atividades cotidianas como pegar objetos e amarrar sapatos.

A dor pode aparecer em maior intensidade no período noturno. Esse aumento da dor ocorre devido ao estado de relaxamento e se o indivíduo exerceu atividades em maior frequência com as mãos durante o dia.

Determinando os sintomas, como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser realizado pelo médico ortopedista especialista em mão com base nos relatos (queixas) do paciente e é feito por meio de exame físico onde são realizados testes clínicos de provocação, como o teste de Phalen, onde é observado se há aparecimento de dormência, formigamento e dor na mão após a manobra de flexão do punho para a frente por aproximadamente um minuto.

Para confirmação de diagnóstico o médico pode solicitar exames de imagem como ultrassonografia, raio-X, ressonância magnética e eletroneuromiografia, que permite a avaliação motora e de sensibilidade do nervo mediano através de estimulação do mesmo.

Quais são as formas de tratamento?

O tratamento deve levar em conta o grau de comprometimento da doença. Nos casos mais leves é indicado o uso de órteses de imobilização e uso de anti-inflamatórios. Podem ser aplicadas injeções locais de corticoides, conhecida como infiltração, além de fisioterapia.

O procedimento cirúrgico é indicado nos casos onde há um grau elevado de comprometimento funcional. A cirurgia é simples e realizada com aplicação de anestesia local, não necessitando a internação do paciente.

Mais informações

No pós-operatório é necessária a mobilização digital. Os pontos são removidos a partir do 15◦ dia e as atividades de força são reintroduzidas parcialmente depois de três semanas e completamente depois de seis a oito semanas.

 

Fonte: Dr. Luis Antonio Buendia (Ortopedia e traumatologia - Cirurgia da mão)

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